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História tibetana: Ascensão do Budismo tibetano

Das práticas ancestrais mais conhecida em todo o mundo, o budismo tibetano vê o seu nascimento lado a lado com o crescimento do Tibete.

Ascensao budismo tibetano

O Tibete, enquanto nação, conta com uma história de 2100 anos, contudo este começou a ganhar forma e presença na Ásia há mais de 2300 anos. Com uma história envolta em mitologia e espiritismo, o Tibete é uma província milenar com uma forte componente religiosa.

Segundo a mitologia, o Tibete começa a ganhar expressão com o aparecimento do primeiro rei, Nyatri Tsenpo, filho de uma criatura horrenda, Theurang, que foi exilado para o Tibete.

As datas não são certas, pois existem transcritos que falam em 126 a.C. e outros em 414 a.C., contudo já nesta altura se nota um forte ligação espiritual, pois acreditava-se que os reis não morriam já que ascendiam diretamente ao Céu.

Apesar de toda a ligação espiritual do Tibete, todos os reis e imperadores tibetanos apostavam muito no poder bélico e na ofensiva guerreira, tendo uma postura agressiva e opressora da paz.

Em 617 d.C., o imperador Songtsan Gampo decide optar por uma postura muito diferente, defendendo a paz, trazendo assim uma energia mais pacífica ao Tibete. É Gampo que cria o alfabeto tibetano, constrói o sistema legal tibetano e permite a livre prática do budismo.

Contudo, esta tentativa de liberalizar o budismo falha quando os sucessores de Gampo decidem voltar aos tempos bélicos e agressivos. Existe uma opressão geral na prática do budismo, tendo esta prática recuado um pouco.

No século VIII o rei Trisong Detsen, opta por seguir as pisadas de Songtsan Gampo e liberaliza novamente o budismo. Este estabelece o budismo como religião oficial da região do Tibete.

O budismo tibetano surge mais tarde trazendo várias influências, tendo sido implementado por um primeiro budista indiano, convidado a ensinar a religião budista aos cidadãos que quisessem segui-la.

monges tibetanos

Posteriormente, o budismo tibetano recebe influências de todas as variações asiáticas desta religião e surge como uma nova variação, tendo sempre como maior influência a vertente indiana.

Mas ainda em 836 e 842, mesmo depois da prosperarão do budismo tibetano, o rei Langdarma faz recuar a religião, originando outra época de opressão à religião.

Apesar disso, no século XI, o budismo volta a ter presença e a ser uma força no Tibete. O interior asiático começa a receber fortes influências do budismo tibetano, fazendo até com que a Mongólia adotasse esta variação do budismo como religião oficial.

Nos dias de hoje, o budismo tibetano é mundialmente reconhecido, sendo adotado por pessoas de todo o mundo. Este tem também uma forte influência na cultura popular, originando diversas obras como filmes e livros.

O budismo tibetano, uma forte componente da cultura do Tibete, que passou por fases mais complicadas, é hoje um pilar do país, sendo o fator que o diferencia e identifica face ao resto do mundo.